HIDROPONIA

Introdução

HISTÓRICO. A História da Hidroponia, remonta às civilizações antigas, desde a Egípcia e a Chinesa, passa pela Civilização Asteca na América Central, e chega aos nossos dias.
A Hidroponia desenvolveu-se juntamente com a Química, na busca do Homem pelo conhecimento de como e porquê as plantas crescem , esse conhecimento, começou na verificação e comprovação da necessidade de água para a sobrevivência das plantas, até à necessidade dos sais minerais dissolvidos na mesma, para o seu desenvolvimento.
E, na procura desse conhecimento, participaram filosofos e cientistas, como Aristóteles, Teofrasto, Dioscorides, Leonardo da Vinci, Andrea Cesalpino, Luca Ghini, John Woodward, e muitos outros mais atuais, cujos nomes ficaram gravados para sempre, na História da Hidroponia.
Porém, esta técnica somente foi chamada de Hidroponia, em 1935, pelo então professor e pesquisador de Nutrição de Plantas, da Universidade da Califórnia, Dr. William F. Gericke, chamado por muitos, “Pai da Hidroponia”, Gericke, como tantos outros pesquisadores de nutrição de plantas, usavam esta técnica a nível laboratorial, e foi este o primeiro cientista, que desenvolveu sua aplicação a nível comercial. A hidroponia ou nutricultura (cultura em solução nutriente) consiste no cultivo de vegetais sem terra, ultimamente, tem despertado a curiosidade dos agricultores. As técnicas de cultivo sem solo foram desenvolvidas nas últimas décadas nos Estados Unidos e na Europa, para contornar problemas fitossanitários, climáticos e de baixa produtividade. Embora o solo seja o meio natural de onde as plantas retiram os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, também abriga um grande número de pragas. Por isso, a terra é substituída por outro substrato, sólido (areia, cascalho, vermiculita, lã-de-rocha e outros) ou líquido, enriquecido com nutrientes. A solução nutritiva, composta basicamente por dez produtos químicos, entre macro e micronutrientes, varia de acordo com as diferentes culturas e regiões.

MERCADO. Hoje, a Hidroponia está difundida pelo mundo, sendo utilizada para cultivar os mais diversos vegetais, sejam eles de que tipo ou estatura forem.
Muitos paises já definiram os padrões de qualidade dos produtos vegetais, baseados naqueles que se obtém através da Hidroponia, na sua maioria impossíveis de se obterem pela prática da agricultura convencional.
Outros, atualmente, produzem várias plantas exclusivamente através da Hidroponia, como é o caso das orquídeas da Nova Zelândia, um dos maiores exportadores mundiais dessas plantas.
A hidroponia é muito divulgada e utilizada comercialmente nos EUA e em vários países da Europa. No Brasil, ainda é praticada por poucos produtores, mas pode tornar-se, no futuro, alternativa economicamente viável.

A QUE SE APLICA. A sua aplicação comercial só se justifica em condições especiais (para produtos de alto valor, cultivados fora de época), sob supervisão técnica qualificada.

ESTRUTURA E AMBIENTE. O ambiente de uma plantação que usa a técnica da hidroponia lembra estação experimental de instituto de pesquisa ou universidade. Asséptica, com trânsito limitado de pessoas, a estufa possui grandes bancadas em toda sua extensão. Em bandejas ou tubos de PVC sem terra, presas a placas de isopor.

INVESTIMENTO. A hidroponia é um investimento rentável e o resultado do capital investido aparece em pequeno prazo, pois a venda da maioria das verduras já começa depois de um mês de plantio. Para tanto há necessidade de se fazer um planejamento bem detalhado. É preciso montar um projeto. É válido lembrar que o investimento inicial irá variar de acordo com a estrutura adotada, por exemplo, pode-se iniciar nesta atividade até com capital de R$ 1.000,00 (estrutura neste caso bem modesta).

VANTAGEM. Apesar do preço ser 20 ou 25% superior ao do produto cultivado na terra, pelos métodos convencionais. Essa diferença é compensada pela qualidade, visivelmente superior da mercadoria, pois as doenças de solo, geralmente causadas por nematóides, não atacam plantas cultivadas no sistema hidropônico. Além disso, a estufa protege a planta de intempéries, evitando a queima das folhas. Colhidas inteiras, sem corte, também duram mais. Para isso, a dona de casa só precisa manter as raízes parcialmente submersas em água.

QUE PLANTAS SÃO INDICADAS. Algumas plantas que já foram testadas na hidroponia, e apresentaram excelentes resultados, são : pepino, brócolis, agrião, couve-manteiga, rúcula, almeirão, salsa, cebolinha, coentro, cenoura, beterraba, rabanete. Plantas medicinais também podem ser desenvolvidas : alfavaca (Ocimun basilicum); carqueja (baccharis trimera); poejo (mentha poligium); malva (malva sp.); erva-doce (anethum folniculum); camomila (camomila matricaria); boldo (boldea fragans); hortelã (mentha piperita); losna (artemisia sp.); erva-cidreira (melissa officinalis); marcela (achyrocline satureioides); babosa (aloe vera). Ainda flores : cravo, rosa, crisântemo, gerânio, orquídea, copo-de-leite.

CULTIVO. As plantas são cultivadas em canais ou recipientes por onde circula uma solução nutritiva, que é composta de água pura e de nutrientes dissolvidos de forma balanceada, de acordo com a necessidade de cada espécie vegetal. Esses canais ou recipientes podem ou não ter algum meio de sustentação para as plantas, como pedrinhas ou areia. A solução nutritiva tem um controle rigoroso para manter suas características, periodicamente é feito um monitoramento do pH e da concentração de nutrientes, assim as plantas crescem sob as melhores condições possíveis.

PRODUÇÃO. Depois de aproximadamente 50 dias, as verduras já estão prontas para serem colhidas, embaladas uma a uma em sacos plásticos, e posta a venda.
O processo para todas as plantas é praticamente o mesmo. Na hidroponia não se trabalha diretamente com a semente. Há necessidade de se preparar as mudinhas a serem transplantadas.

TIPOS. Os principais sistemas hidropônicos são: por gotejamento, por subirrigação e por hidrocultura. Destes, existem muitas variantes.
- Gotejamento: No sistema por gotejamento, usa-se um tanque de cimento ou plástico, com 20 ou 30 cm de profundidade, ligeiramente inclinado para possibilitar a drenagem. Preenche-se o tanque com um substrato - de preferência, areia grossa ou cascalho -, para que as plantas possam fixar-se. A solução nutriente é aplicada gota a gota em cada planta, na quantidade diária de 0,5 a 1 litro por planta pequena (para as plantas grandes, dobra-se a quantidade de nutrientes). A cada dois ou três dias, o substrato deve ser passado em água limpa, para que se evite o acúmulo de sais na sua superfície;
- Subirrigação: Para a subirrigação, usa-se um volume maior de solução nutriente. O tanque-canteiro é idêntico ao utilizado no sistema por gotejamento, com a diferença de possuir em sua base um recipiente sobre o qual o tanque fica submerso em alguns centímetros de água, que em seguida é esgotado. A frequência das irrigações é no mínimo de três vezes ao dia (mais, em dias quentes). A solução nutriente deve permanecer num depósito separado, provido de água encanada e bóia para manter sempre o mesmo volume. A solução é totalmente renovada a cada oito dias.
- Hidrocultura: A cultura na água (hidrocultura) não necessita de qualquer substrato, como nos métodos anteriores. Aqui as plantas são fixadas por algum meio, numa tela ou placa de isopor, com as raízes submersa na solução nutriente. É preciso arejar as raízes, o que se consegue por meio de compressor ( bomba de aquário) ou subindo e abaixando, periodicamente, o nível do tanque. Também neste caso a solução deve ser substituída a cada oito dias.

COMO MONTAR. É necessário que o empreendedor siga alguns passos para montar este empreendimento:
- O Primeiro Passo: Conhecer a tecnologia. Para isso deve-se ler atentamente todo material sobre o assunto (apostilas, livros, publicações). É aconselhável também que se faça cursos e visitas às hidroponias em funcionamento.
- O Segundo Passo: Verificar a área disponível. Num esquema residencial o espaço pode variar de um, cinco ou dez metros, dependendo do terreno livre no quintal de casa para construir a bancada hidropônica. Num canteiro de 1,5 metros por 0,90 centímetros, é possível obter até 30 pés de plantas, quantia suficiente para colher um pé a cada dia do mês. Já num esquema comercial é necessário ter uma área de no mínimo 2.000 m², para construção de 30 canteiros de 15 metros por 2 metros, a fim de cultivar 500 pés por dia. Como o preço das verduras é pequeno, é preciso colher em grande escala para se ter maior lucro.
- O Terceiro Passo: Pesquisar o mercado para decidir o que se vai plantar nesse sistema, procurando avaliar o mercado consumidor para saber o que cultivar e o que será mais lucrativo.
- O Quarto Passo: Analisar o capital. Quanto dinheiro se tem para aplicar no projeto. Aqui está um ponto difícil de se precisar com exatidão o quanto se vai gastar. É necessário ser criativo e aproveitar o material que se tem à disposição. Não existe um modelo fixo e definitivo de canteiro para o cultivo hidropônico. Caso tenha pouco capital, é possível ir construindo por etapas, no entanto, pode demorar mais para começar a ganhar; se tem mais capital é possível construir de uma vez todos os canteiros e logo já começar a comercializar.
- O Quinto Passo: Consiste em saber um pouco sobre o que é, como funciona, quais as vantagens e as desvantagens, como instalar os canteiros, como usar os nutrientes, como semear, colher, vender esse produto, este item é merecedor de estudo mais detalhado.

SOLUÇÕES NUTRIENTES. São exemplos de soluções nutrientes :
a) Macroelementos: Nitrato de Cálcio - 22,3g / Nitrato de potássio - 9,6g / Sulfato de magnésio - 9,2g / Fosfato de potássio monobásico - 2,6g / Tartarato de ferro - 0,9g
OBS: Dissolver os produtos em 19 litros de água;
b) Microelementos: Cloreto de manganês - 1,8g / Ácido bórico - 2,83 / Sulfato de zinco - 0,22 / Sulfato de cobre - 8,08g / Molibdato de sódio ou amônio - 0,09g.
OBS: Estes produtos são dissolvidos em 1 litro de água e adicionados aos 19 litros da solução a de macroelementos, perfazendo um total de 20 litros. (O nitrato de cálcio e o nitrato de potássio não são facilmente encontrados no comércio. Um químico poderá indicar onde encontrar e a maneira adequada de preparar esta solução nutriente).

FÓRMULA ALTERNATIVA. Uma fórmula menos complexa, porém não tão eficiente, pode ser preparada usando fertilizantes comerciais, como o exemplo:
a) Macroelementos: Superfosfato - 2 colheres de chá / Nitrato de sódio (salitre) - 1 colher de chá / Cloreto de potássio - 1 colher de chá / Sulfato de magnésio - 2 colheres de chá.
OBS: Dissolver os produtos em 19 litros de água.
b) Microelementos: Sulfato de manganês - 1/4 de colher de chá / Sulfato de zinco - 1/8 de colher de chá / Sulfato de cobre - 1/8 de colher de chá / Ácido bórico - 1/4 de colher de chá.
OBS:
- Dissolver os produtos em 0,5 litros de água e adicionar 2 colheres de chá aos 19 litros da solução a de macroelementos;
- O pH dessas soluções nutrientes deve ficar entre 5,0 e 6,5. Se estiver abaixo de 5,0, usa-se a solução de hidróxido de potássio para a correção. Se estiver acima de 6,5 usam-se algumas gotas de ácido clorídrico.

ALGUMAS EXPERIÊNCIAS. Veja algumas experiências abaixo:
- Experiência do agricultor Edson Koiti Saiki
O agricultor Edson Koiti Saiki, de Ibiúna (SP), telefone: (011) 7921-0407, produz alface na pedra. Ele aliou a plasticultura técnica de cultivar com plásticos, em estufa - com a hidroponia para realizar o que os agricultores tradicionais considerariam impossível.
Hidroponia é o uso da água como principal meio de cultivo. Os pés de alface crescem encorpados e saudáveis, sem contato com a terra, com as raízes espalhadas em um canteiro suspenso de pedras britadas esterelizadas. Sob os pedriscos, em sulcos revestidos com plásticos, corre a água com os nutrientes que alimentam a planta.
A hidroponia e outras técnicas, como a fertirrigação (irrigação com fertilizantes e nutrientes diluídos na água), tornaram-se aliadas da plasticultura para melhorar a qualidade da produção de verduras, frutas, legumes e flores. Sozinhas, as estufas enfrentam limitações, como o esgotamento do solo, o excesso de umidade e o alto custo da estrutura. Com o uso de todas as técnicas disponíveis, tirar alface da pedra é o mínimo que se pode fazer , garante Saiki. Outros produtores usam ventiladores e exaustores para controlar a temperatura e reduzir a umidade no interior das estufas. O plástico serve também para revestir e impermeabilizar o solo, tudo em nome de produtos com qualidade, como quer o consumidor.
Saiki começou a cultivar em estufas há cinco anos, quando a febre da plasticultura espalhou-se pelo cinturão verde de São Paulo. Segundo ele, as duas primeiras safras foram ótimas . Depois, começaram a aparecer os problemas. A terra cansou e, por mais que a gente tratasse, a produção não vinha boa , afirma. Como não era viável mudar a estufa de lugar, ele passou a buscar tecnologia para enfrentar o problema. A hidroponia foi uma das alternativas.
Para cultivar a alface, ele fez canteiros usando telhas de amianto de calha média (20 centímetros de sulco), revestidas com plástico de 0,75 milímetro de espessura. Os sulcos foram ocupados com pedra brita da número 2 e irrigados com um sistema de mangueira com bicos - um para cada sulco. A declividade de 15% faz com que a água, enriquecida com micronutrientes e fertilizantes, flua sob as pedras e se acumulem em uma calha-reservatório. Uma bomba faz o retorno da água para a mangueira, fechando o ciclo. As raízes infiltram-se entre as pedras.
A mudinha vai para as pedras com quatro ou cinco folhas, e é plantada com espaçamento de 20 por 35 centímetros. As raízes são encaixadas entre as pedras para atingir o filete de água. No verão, em 30 dias o pé de alface pode ser colhido - dez dias a menos que no cultivo do campo. No inverno, colhe-se com 45 dias (no campo leva 60). Segundo Saiki, a produção atual é de 600 pés por dia, e essa alface, embalada em saco plástico, alcança no mercado preços de 50% a 70% maiores que os da produção no campo.
A estrutura da estufa e da sustentação das calhas é rústica, de eucalipto. Apenas a madeira que entra em contato com o solo é tratada. Na cobertura, foi usado plástico leitoso, medida 0,15 centímetro. A qualidade da água é fundamental , diz. A mesma estrutura pode ser usada por dois anos, apenas com cuidados de limpeza e conservação. Depois, é preciso trocar os plásticos.
Saiki usa o mesmo sistema para produzir hortelã. Essa cultura rende 250 maços por dia. Ele está também plantando cebolinha, salsão e agrião. Em outra estufa, de 320 metros quadrados e estrutura de ferro, iniciou o plantio de tomates das variedades graziela (longa-vida) e cerejinha. O primeiro plantio, de 850 pés, foi feito em solo coberto, com fertirrigação por gotejamento. Na próxima safra, vai usar hidroponia. Os tomateiros serão plantados em sacos plásticos com areia esterilizada e a água será fornecida por gotejamento à raiz.
O Sítio Shinokawa tem 40 hectares, dos quais 32 são de legumes cultivados a campo. O grosso da produção sai dos canteiros que se espalham pelas encostas para abastecer feiras e supermercados. A produção das estufas vai para hipermercados como Carrefour, Eldorado, Paes Mendonça e Makro. Os produtos são preparados e embalados na fazenda. É uma forma de agregar valor à produção , revela.

- Experiência do produtor Koji Shimizu
O produtor Koji Shimizu, de Ibiúna, telefone: (015) 249-1211, resistiu bastante à idéia de cultivar em estufas. Ele planta legumes há 25 anos com o pai e estava acostumado ao cultivo em grandes áreas. Mas as perdas são muito grandes, de 30% a 40%, e o custo com defensivos e fertilizantes vem se elevando , diz. No ano passado, investiu R$ 41 mil para montar uma estufa de 2 mil metros quadrados, com seis módulos, com sistema de irrigação por gotejamento. Agora, acha que agricultura sem plástico é coisa do passado.
Shimizu está cultivando tomate, caqui, pepino japonês e cinco variedades de pimentões - o maduro, o amarelo, o laranja, o roxo e o creme. Acredita que, em dez meses de produção contínua, o investimento terá sido pago. Vendo direto aos supermercados e a procura é muito boa por causa da qualidade , diz. Cauteloso, o produtor previniu-se para não ser surpreendido em caso do esgotamento do solo. As estufas foram dimensionadas para permitir a entrada de tratores. O preparo dos canteiros é mecanizado e, se for preciso, troco toda a terra , diz.
Dentro e fora das estufas, Shimizu trabalha em solo coberto - um filme de plástico recobre a terra para permitir melhor aproveitamento da água e dos nutrientes, evitando o aparecimento de ervas daninhas. No campo, o solo protegido não fica sujeito ao excesso de chuva e à erosão. A produção, sem o contato com a terra, fica menos sujeita ao ataque de pragas e ganha em qualidade. A fertirrigação por gotejamento repõe apenas a água consumida pelas raízes ou que se evapora pelos buracos onde a planta passa. Em 3 mil metros quadrados ele está cultivando alface americana e escarola. Economizo mão-de-obra e defensivos, pois colho quatro safras seguidas com o mesmo plástico e sem mexer na terra , garante.

- Experiência do produtor Sérgio Morita
A flor de-maio, que na natureza só floresce nesse mês, lança botões e flores coloridas em janeiro, outubro, dezembro e até o ano todo nas estufas do produtor Sérgio Hisao Morita, telefone: (011) 425-4266, de São Roque. Em 2 mil metros quadrados, ele obtém uma produção anual de 40 mil vasos dessa planta. Como os vasos são vendidos em flor, Morita faz o controle da luz para produzir fora da época. Durante o verão inteiro, e partes do outono e primavera, quando os dias são mais longos, as cortinas de plástico escuro são fechadas quatro horas mais cedo, para enganar as plantas, simulando o inverno.
Com o brinco-de-princesa, outra flor bastante apreciada, o processo é inverso: Morita estica o dia, iluminando artificialmente o interior da estufa até quatro horas após o anoitecer. Com isso, obtém até quatro floradas por ano e uma produção anual de 70 mil unidades. Ele explica que esse manejo é feito apenas com a quantidade de vasos comercializada, evitando o excesso de produção de flores. Da mesma maneira, pode ser reduzida a quantidade de vasos com flores no período normal da floração. O produtor abastece os CEASAS de São Paulo e Campinas, e obtém em média R$ 2,00 pelo vaso de brinco-de-princesa e R$ 3,50 a R$ 4,00 pelo da flor-de-maio.
Ao todo, Morita tem 15 mil metros quadrados de estufas para a produção de flores. Do total, 10 mil têm estrutura metálica e custaram cerca de R$ 15,00 o metro quadrado, sem contar o sistema de irrigação. Os vasos são irrigados por gotejamento. Um condutor central, alimentado por bomba, distribui a água com nutriente para as mangueiras de distribuição. Um sistema de irrigação como esse custa em torno de R$ 4,5 mil a cada mil metros quadrados, segundo a empresa Hortec, distribuidora de insumos agrícolas que atende a região.
Pelos cálculos da empresa, o custo de uma estufa de 350 metros quadrados em estrutura metálica sai por R$ 3,8 mil.

- Opinião do produtor Mário Eusébio Gonçalves
O produtor Mário Eusébio Gonçalves, telefone: (015) 291-1113, de Araçoiaba da Serra, planta verduras e legumes há vinte anos e ainda não está convencido das vantagens da plasticultura. O custo é muito alto, e a agricultura, no pé em que está, não dará retorno para cobrir o investimento , informa. Com oito meeiros, ele cultiva uma área de 20 hectares em sua propriedade, a Fazenda Santa Rosália, com alface, repolho, couve, vagem, abobrinha, berinjela, jiló, pimentão e outros produtos. Tudo a campo.
Da estufa, só vêm as mudas, cuja produção ele decidiu terceirizar. Tenho disponibilidade de área e água, e o clima é muito bom. Não vejo necessidade de investir em estufas , diz. Para tirar a produção atual, de 150 caixas de verdura por dia, ele calcula que iria precisar de uns 10 mil metros quadrados de área coberta. Já pensou em quanto iria ficar para ter essa instalação com sistema de irrigação e tudo mais?
Gonçalves admitiu que chegou a pensar numa forma de agregar valor à produção e até fez as contas de quanto precisaria para ter algumas estufas. Mas acabou optando por instalar um sistema de legumes prontos para o preparo, picados e embalados.
A estrutura está em fase de aprovação pelos órgãos sanitários. Vou poder aproveitar melhor a produção , diz. Possível economia com mão-de-obra também não convence o produtor. Aqui, os meeiros empregam mão-de-obra familiar , explica. Ele usa adubo orgânico nas plantações e evita o máximo o uso de defensivos. Para isso, faz rotação de culturas e descança a terra por períodos longos. Garante que não ganha dinheiro com a agricultura tradicional, mas diz que é o suficiente para viver. Instalar estufas seria um tiro no escuro , conclui.
Legislação Específica

Se faz necessário que o futuro empreendedor tenha conhecimento sobre algumas leis que regulam determinada atividade, tais como:
Lei nº 10.165 de 12/2000 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, altera a lei nº 6.938 de 08/1981 e dá outras providências.
Lei nº 7.754 de 04/1989 – Estabelece medidas para a proteção das florestas existentes nas nascentes dos rios e dá outras providências.
Lei nº 9.605 de 02/1998 – Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
Entidades
EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Parque Estação Biológica - PqEB S/N, Edifício Sede - Plano Piloto – Brasília – (DF)
70770-901
Tel. (61) 448 4433

IAC - Instituto Agronômico de Campinas
Av. Barão de Itapura, 1481 – Campinas – (SP)
13020-902
Tel. (19) 3231 5422

Fornecedores
- Análises
Instituto Campineiro de Análise de Solo
Rua Professora Reine Germana Cazes, 20 - Jardim Miranda – Campinas – (SP)
13032-220
Tel. (19) 242 3522

Pirasolo
Av.Independência, 595 - Piracicaba – (SP)
13416-220
Tel. (19) 422 6427

Unithal – Laboratório Agroquímico
R. Cônego Manoel Garcia, 167 – Campinas – (SP)
13066-400
Tel. (19) 242 6477

- Assistência Técnica
Planat S/C Ltda
Av. Izidoro Alpheu Santiago, 630 - Apiaí – (SP)
Tel. (15) 552 1040

Flortec
Estrada da Cachoeira, s/n - Caixa Postal 80 – Holambra – (SP)
13825-000
Tel. 55 (19) 820 2234

- Automação
Munters Brasil Ind. e Com. Ltda
Moreira Sales, 143 – Pinhais – (PR)
83325-010
Tel. (41) 668 2176

Prime Tech
Rua Funchal, 305 - São Paulo – (SP)
04551-060
Tel.(11) 3486 9790

Scherming Automação de Estufas Ind e Com Ltda
Cx Postal 104 – Holambra – (SP)
13825-000
Tel. (19) 871 9939
Endereços na Internet:

Site Informativo
http://www.hidroponia.com.br/

Instituto Agronômico de Campinas
http://www.iac.br/

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
http://www.embrapa.br/

Informações sobre eventos e cursos
http://www.hidroponia.com.br/eventos.htm

Site Informativo.
http://www.hydor.eng.br/

(INCAPER) Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural
http://www.emcaper.com.br/

Site do Ministério da Agricultura
http://www.agricultura.gov.br/
BIBLIOGRAFIA
- Pesquisas Tips - Sebrae - Pequenas Empresas, Grandes Negócios - IPT - Tudo (Folha de S.Paulo) - Negócios (O Estado de S. Paulo) - Empreendedor - Exame SP - Exame - Tudo - Estado de Minas - Marketeer - Google - Wikipédia - Ministério do Trabalho e Desenvolvimento
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