COMÉRCIO AMBULANTE.

Introdução
FICHA TÉCNICA
SETOR : Comércio
TIPO DE NEGÓCIO : Comércio Ambulante

Em tempos de crise econômica, o comércio informal cresce cada vez mais e o resultado é o fortalecimento da categoria de trabalhadores denominados ambulantes. Sem carteira de trabalho assinada, eles tentam driblar, de forma criativa, as demissões em massa ocorridas nas indústrias. Dezenas de barracas, vendendo os mais diversos tipos de produtos, são instaladas nas praças, ruas e viadutos das cidades.

QUEM É AMBULANTE. Por definição, ambulante é aquele que exerce atividade de venda a varejo de mercadorias, por conta própria, em vias e logradouros públicos, portando a devida autorização, administrativa e precária, com prazo predeterminado de validade.

ATENDENDO AO CLIENTE. O vendedor ambulante deve ter consciência do bom atendimento ao consumidor. Ele deve se preocupar com a qualidade, garantia e procedência de seus produtos, pois a compra no comércio ambulante, é considerada um risco. Segundo Jonas Alberto Zanzini, proprietário de um carrinho de cachorro-quente, um ambulante que vende alimentos, além de comprar bem, ter qualidade e higiene, precisa ser simpático, comunicativo e trabalhar rápido. Fora tudo isso, é condição indispensável estar sempre atento ao que o freguês quer, para burilar novidades.

RESPONSABILIDADE PELA GARANTIA DO PRODUTO. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), instituído pela lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990, o vendedor ambulante está sujeito a responder pela má qualidade e pela garantia dos produtos que vende. O Código responsabiliza,solidariamente, não só o fabricante, fornecedor, o comerciante estabelecido, mas também o ambulante, embora seja informal. O consumidor lesado, deve agir da mesma forma como agiria em relação a uma loja. Pode reclamar junto ao Procon.

QUEM DEFINE ONDE FICA. É competência dos Municípios a fiscalização do local, instalação e funcionamento da atividade dos vendedores ambulantes, camelôs, quiosques, “trayllers” e similares. Essas atividades devem ser exercidas por pessoa física em local permanente e previamente definido pelo órgão competente da prefeitura municipal do domicílio do requerente.

ENTIDADE QUE O AMPARA. Os vendedores ambulantes já contam com órgãos próprios de assessoria e promoção de cursos, sindicatos específicos e até convênios com prefeituras e governo. Em São Paulo, por exemplo, há o Sindicato dos Trabalhadores da Economia Informal, fundado em 1992, o Sindicatos dos Ambulantes e Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos de São Paulo (CEAPE-SP).

Licença. Em geral os municípios brasileiros cobram dos contribuintes, em seu respectivo território, uma taxa por essas atividades exercidas pelo governo municipal (fiscalização do cumprimento da legislação do uso e ocupação do solo, da higiene, saúde, segurança, etc.). Essa taxa é calculada em função da natureza da atividade, do número de empregados ou de outros fatores previstos na legislação de cada município. Podendo ser cobrada mensal, semestral ou anualmente.

TIPOS DE NEGÓCIOS
. Carrinhos de cachorro quente. Partindo de um Kit de cachorro-quente (nas dimensões 1,20 x 1,80 x 1,40 m) com capacidade de produção diária de 100 unidades, o investimento inicial pode ser calculado em cerca de R$ 1.750 (sem contar o veículo). É a partir daí que projeta-se um faturamento mensal de R$2 mil. O mercado é bastante concorrido nos grandes centros, mas cabe ao vendedor encontrar áreas ainda não exploradas. Uma sugestão é tentar áreas em clubes, escolas, universidades, postos de gasolina, bancas de jornais, livrarias, empresas, locais de feiras e convenções, ginásios esportivos, velórios, templos religiosos, etc.

CASO DE SUCESSO.
. ZANZINI. Chova ou faça sol, em dias frios ou quentes, quem passa pela Praça Cívica, na Zona Oeste paulistana, sempre verá estacionado numa das esquinas o carrinho de cachorro-quente do Jonas Alberto Zanzini. Há três anos ele dá expediente ali das oito da manhã às nove da noite. Antes, era uma atividade que complementava o rendimento obtido com um restaurante do qual era sócio há 15 anos. Com o fim da sociedade, o carrinho se tornou sua principal âncora financeira. Segundo Zanzini, além de comprar bem, ter qualidade e higiene, o vendedor precisa ser simpático, comunicativo e trabalhar rápido. Fora tudo isso, é condição indispensável estar sempre atento ao que o freguês quer, para burilar novidades. No ano passado (1999), seu faturamento aumentou em 30%, hoje girando na casa dos R$ 10 mil por mês, ao acrescentar pastel ao cardápio de seu negócio. Para isso, encomendou alguns apetrechos novos ao fabricante do seu kit de produção de cachorro-quente. Além das novidades constantes, ele cativa a clientela - estimada por ele em cerca de 500 pessoas por dia - com o preparo diário dos ingredientes. Sua jornada de trabalho, afinal, não termina às nove e meia da noite, quando chega em casa. A essa hora, ele começa a limpar o carrinho e a preparar as coisas para o dia seguinte.

. FERNANDES RÊGO. O "dogueiro" Roberto Fernandes Rego lembra ao iniciante a necessidade de tomar cuidado com o armazenamento dos alimentos, a fim de evitar sua deterioração. Embora o veículo mais usado seja o Asia Towner, o negócio pode ser instalado em qualquer tipo de carro novo ou usado que permita a colocação do "kit hot-dog". O empresário deve informar-se sobre a regularidade do negócio em sua cidade. Em São Paulo, a prefeitura exige vistoria do veículo, Termo de Permissão de Uso (TPU) e freqüência a curso sobre manipulação de alimentos.
Para montar seu negócio, ele investiu R$ 2.300 em equipamentos e instalações (kit para hot-dog, geladeira para o carro, utensílios e embalagens, além de cadeiras ou bancos de plástico) sem falar no veículo comercial, que é uma exigência. O capital de giro foi de R$ 1.000 e o faturamento médio mensal em torno de R$ 5.000.

NOTÍCIA.
Gazeta Mercantil.05/09/00. Ambulantes vendem R$10 milhões.
O comércio informal de rua movimenta pelo menos R$ 10 milhões por ano no centro de Porto Alegre. Só os camelôs irregulares, vendem cerca de R$ 3,6 milhões por ano, segundo estimativa da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), baseada no número de apreensões dos últimos quatro anos. Nesse período foram retidos 748 mil produtos, resultado de 15 mil apreensões, uma média de 50 itens por auto de apreensão. Além dos 300 irregulares, o centro de Porto Alegre tem outros 390 regularizados. Ambos se abastecem de indústrias voltadas para este serviço, de empresas especializadas em falsificação de mercadorias e do próprio roubo de cargas.

FORNECEDORES:
. Doguinho Equipamentos Ltda.
tels. (0xx11) 3974-7791 / 3974-8951,

. Korg Equipamentos
tels. (0xx11) 272-1057 / 272-0752

. Vertbelo Comércio de Máquinas
tel. (0xx41) 356-5372

. Warm Indústria e Comércio de Máquinas
tel. (0xx41) 868-1112

Endereços na Internet:
Site da Vigilância Sanitária.
http://www.anvisa.gov.br

Site da Doguinho Equipamentos Ltda.,
http://www.doguinho.com.br

Site da Vertbelo Comércio de Máquinas
http://www.cocoexpress.com.br

BIBLIOGRAFIA
- Pesquisas Tips - Sebrae - Pequenas Empresas, Grandes Negócios - IPT - Tudo (Folha de S.Paulo) - Negócios (O Estado de S. Paulo) - Empreendedor - Exame SP - Exame - Tudo - Estado de Minas - Marketeer - Google - Wikipédia - Ministério do Trabalho e Desenvolvimento
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