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LOJA DE ARTIGOS DE BEBÊ
IntroduçãoFICHA TÉCNICA
Setor da economia: Terciário
Ramo de atividade: Comércio
Principais produtos: Artigos diversos para bebês
Investimento inicial: varia de R$ 32 mil até R$ 95 mil
O interesse que o comércio de produtos infantis desperta pode ser explicado por alguns fatores um deles é o fator biológico: as crianças se desenvolvem rápido e perdem muitas roupas, por isso a renovação das peças tem que ser constante. O consumo de artigos como fraldas, óleos, loções e sabonetes costuma ser alto, o que leva os pais a compras regulares. Podemos considerar, em relação aos pais, como outro fator o emocional, pois emocionados e ansiosos à espera dos herdeiros, pais e mães, especialmente aqueles de primeira viagem, não hesitam diante dos apetrechos básicos e, de quebra, ainda levam uma batelada de acessórios na hora de comprar o enxoval.
CENÁRIO. O comércio especializado em produtos para bebês vive um de seus melhores momentos. Primeiro, porque a entrada dos importados nos últimos anos ampliou a oferta. Depois, porque o crescente uso do sistema de auto-serviço no ramo aumenta os apelos ao consumo. E, para completar, as mulheres grávidas, que normalmente fazem a maior parte das compras no sexto ou sétimo mês de gestação, estão cada vez mais atentas à conveniência: preferem encontrar o máximo de variedade no mesmo ponto, sem ter de rodar por vários endereços.
O QUE VENDER. Hoje, uma boa loja de artigos para bebês oferece desde fraldas a produtos de puericultura leve (chupetas, conjuntos de escova e pente, mordedores, mamadeiras, jogos de pratos e talheres, etc.); de puericultura pesada (carrinhos, andadores, banheiras) roupas diversas, sapatos, mantas, lençóis, cobertores, edredons e travesseiros, materiais de higiene, brinquedos, enfeites de portas e lembrancinhas até acessórios para auxiliar a mãe na amamentação.
DIVERSIFICAÇÃO. Oferecer uma grande variedade de produtos não só atrai mais consumidores como também pode ser a solução para o problema da sazonalidade. Pois de acordo com Luciana Goyn, da Yes Baby, uma loja com muita variedade, não existe sazonalidade. Principalmente, se o empreendimento atender também às necessidades dos primeiros anos de vida da criança e não se restringir aos recém-nascidos, acrescenta a empresária, que vende artigos para crianças de até oito anos de idade.
COMEÇANDO. Para quem vai abrir um negócio no ramo, é aconselhável investigar, detalhadamente, as condições da atividade na região onde planeja se instalar. Outro ponto importante, é começar pelo básico e aumentar a variedade conforme a procura. Foi assim que Alexis Alves Galindo montou a Brincando na Lua, do Rio de Janeiro. Ele começou com puericultura leve, incluiu a pesada, passou para os brinquedos, está agregando as roupas e passará a vender também calçados.
INVESTIMENTO INICIAL. Segundo informações de empresas do ramo, o investimento fixo para montar uma loja de artigos para bebê pode variar de R$ 32 mil até R$ 95 mil. Os valores variam conforme o tamanho do estabelecimento, a quantidade de artigos oferecidos e o perfil dos clientes.
INVESTIMENTO FIXO. De acordo com empresários do ramo, os investimentos fixos de maior relevância para iniciar o negócio são: a reforma do imóvel; compra de móveis e decoração da loja; linhas telefônicas (no mínimo 2 linhas); impressora de cheques, microcomputadores e terminais para controle de estoque. A reforma do imóvel e a decoração estão entre os principais investimentos para montar uma loja de artigos para bebê.
LAYOUT. Alexis Alves Galindo, da Brincando na Lua, adotou o auto-serviço ao perceber que os clientes gostam de tocar nas peças durante a compra. "Mas, nesse tipo de arrumação, os objetos menores devem ficar logo na entrada da loja; as roupas e brinquedos, no meio, e os artigos maiores, nos fundos", explica. "As peças grandes precisam ser demonstradas aos clientes - e fazer isso na entrada atrapalha o movimento."
FORNECEDORES. Selecionar bem os fornecedores e manter com eles um bom relacionamento é medida básica para conseguir preços competitivos. Os principais são os próprios fabricantes, no caso de pequenas confecções. Algumas indústrias exigem quantidade mínima de compra todo mês. Mas é uma condição à qual, muitas vezes, vale a pena se sujeitar, principalmente se os produtos têm o selo do Inmetro, um atestado de segurança que é vital na venda de brinquedos e artigos de puericultura.
SUGESTÕES DE VENDAS. No caso das confecções, a qualidade pode ser avaliada pelo acabamento e pelo material utilizado nas peças. Como a maioria dos pais, principalmente os de primeira viagem, não sabe exatamente o que comprar e em que quantidade, uma dica é vender roupas básicas e enxovais em forma de kits, como fazem os donos do Paraíso do Bebê. Segundo Ricardo Batista, um dos sócios, 40% do faturamento da loja ficam por conta da venda de produtos organizados dessa forma. São conjuntos em média com 80 peças para o bebê até o terceiro mês de idade. Dependendo da marca e da qualidade dos artigos, o valor desses jogos pode variar de 280 a 1.200 reais. O empreendedor deve ter afinidade com os produtos comercializados e seus consumidores finais e também ter bom gosto e bom senso para comprar as mercadorias.
DIVULGAÇÃO. A divulgação da loja pode ser feita por meio de catálogo telefônico, faixas na frente da loja e anúncios no jornal do bairro. Nunca é demais lembrar que o meio de divulgação mais eficiente é o “boca-a-boca”, portanto vale a pena investir no conceito da loja junto aos consumidores.
MÃO-DE-OBRA. Também se conseguem agregar diferenciais às vendas com um quadro eficiente de funcionários, que conheçam os artigos comercializados e saibam recomendar o produto certo para cada situação. E, claro, que gostem de lidar com crianças, porque muitos pais costumam ir à loja acompanhados dos pimpolhos.
CASO DE SUCESSO
. YES BABY. Em 1996, logo que montou o negócio, Luciana Goyn ficou com produtos encalhados por serem muito populares, diferentes do que seu público queria. Como se isso não bastasse, em 1998 instalou-se na vizinhança um grande concorrente. Então, ela contratou uma consultoria para lhe indicar o melhor caminho a seguir. Começou por uma pesquisa, para definir o perfil do seu público: classe média a média alta. O cartão de visitas também mudou, ganhando cores e logotipo mais para "jovem", pois as crianças maiores não gostam de presentes com imagem de bichinho usando fralda. A loja foi informatizada, recebeu pintura e pisos claros e, na entrada, foram instaladas vitrines amplas. O caixa foi posto numa ilha no centro do salão, uma estratégia para que os clientes circulem pelo local, mesmo que comprem artigos expostos logo na entrada.
PARCERIA. Os custos dos móveis, projetados exclusivamente para a Yes Baby, foram rateados entre a dona da loja e alguns de seus grandes fornecedores, uma proposta aparentemente ousada da parte dela, mas acatada pelos fabricantes, graças ao estreitamento da parceria com a lojista. Lucia
na aproveitou a deixa para reduzir o número de fornecedores - de 60 para 45 -, o que lhe deu maior poder de negociação e mais competitividade.
DIFERENCIAL. As vendedoras, todas com pelo menos o segundo grau, atuam também como baby-sitters, levando os pequenos para o miniplayground existente no fundo da loja enquanto os pais compram. Esse tipo de atividade conta pontos na avaliação das vendedoras, que recebem comissões mensais, além dos salários fixos. Outro incentivo para estimular as vendas na Yes Baby são as brincadeiras criadas diariamente. Uma delas, consiste em remunerar no final do expediente quem registrar maior volume de vendas naquele dia. Em contrapartida, os clientes também são incentivados a comprar, ganhando prêmios de acordo com seu consumo. Essa estratégia casada tem contribuído para a expansão das vendas, que este ano devem ficar 20% acima das do ano passado. Sem medo de concorrência, Luciana Goyn planeja abrir a segunda unidade da Yes Baby nos próximos meses.
. LUIZA TUDO PARA BEBÊ. “É sempre bom dar um toque de personalização aos produtos”, aconselha Luiza Garcia Raymundo, dona da Luiza Tudo para Bebê, de São Paulo. Ela mantém nos fundos de sua loja uma oficina, na qual são confeccionados artigos como kits de berço, enfeites de portas e camisolas para as mães. Tudo feito sob encomenda, assim como os sapatinhos e xales produzidos por profissionais terceirizadas. A variedade, as cores e estilos dos produtos oferecidos por Luiza seguem uma orientação peculiar. Ela costuma circular pelas principais maternidades paulistanas para conhecer melhor as necessidades de pais e filhos e as tendências de mercado. Nessas andanças, ela descobriu a importância de oferecer enfeites especiais de quarto e acessórios para batizados, entre eles, velas, roupas, livro, álbum e toalhinha. São itens simples, mas que acabam passando despercebidos pela maioria dos lojistas do ramo, pondera a empresária. Produtos como esses estão expostos em cenários, cuidadosamente, armados na Luiza Tudo para Bebê, que está longe de se parecer com uma loja convencional. Localizado em um confortável sobrado, em bairro de classe média, o empreendimento possui um ambiente que lembra um quarto infantil bem decorado, a começar pela pintura especial das paredes. Com 28 anos de mercado e dedicada a um público bastante exigente e fiel, Luiza, que divide o atendimento com a filha, Andréa Pinsdors, e sua gerente, Cássia Amorim, combina táticas modernas de venda com outras bem pessoais, porém eficientes. Por exemplo, cadastra os clientes e envia cartões cumprimentando-os pelo nascimento da criança; vende pela Internet, entregando as encomendas pelo correio; e, se for preciso, atende em domicílio. "Em breve, organizarei bate-papos na loja com futuras mamães e vovós para troca de informações sobre mitos e verdades nos cuidados com os bebês. Tudo isso acompanhado de chá e biscoitos", conta a empresária. "É um tipo de marketing diferente, que dá bom resultado."Não é à toa que a empresária tem público fiel e hoje vende para os filhos de seus primeiros clientes.
NOTÍCIA. SÃO PAULO TEM 35% DO MERCADO BRASILEIRO DE PRODUTOS INFANTIS.
O comércio varejista de produtos infantis está sempre em alta, crescendo cerca de 12% ao ano. “É um mercado que não é atingido pela crise econômica”, afirma Célio Corradini, promotor da Feira da Pechincha, Bebê e Gestante, que acontece quatro vezes por ano em São Paulo.
"Há sempre mulheres grávidas, a todo instante nascem crianças. Como conseqüência, sempre tem gente comprando. Mães e pais não deixam de gastar dinheiro com os filhos", diz ele.
O Estado de São Paulo representa 35% do mercado brasileiro de produtos infantis.
Visando a acompanhar o crescimento desse segmento, com o objetivo de ampliar seus negócios no Brasil, a fabricante de móveis para bebês, crianças e adolescentes Babylândia vai inaugurar este ano mais 5 lojas no País, aumentando para 28 o número total. Será investido R$ 1,3 milhão nas unidades a serem abertas em Brasília, Campinas e Santo André, no ABC paulista.
A empresa inaugurou 3 lojas em 2001, o que aumentou em 4% seu faturamento em relação ao ano anterior.
Segundo o diretor comercial da Babylândia, Marcelo Liberman, esse crescimento não foi muito significativo. "Não foi um aumento grande, esperamos mais para este ano", completa.
Liberman estima que a receita da empresa em 2002 seja em torno de 20% maior do que a do ano passado. "É um segmento que está sempre crescendo", afirma o diretor comercial.
Roberto Ganme, proprietário da loja que vende roupas infantis da grife francesa Tartine et Chocolat, informa que o incremento nas vendas do ano passado, em relação a 2000, foi 20% maior. "O mercado está crescendo. Acredito que conseguiremos manter para este ano o aumento de 20% nos negócios."
Nascem anualmente cerca de 2,4 milhões de crianças no Brasil, sendo 645 mil no Estado de São Paulo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Só nas três principais maternidades particulares da capital, São Luiz, Santa Joana e Pró-Matre, o total de bebês nascidos todo mês chega a 2.250.
A primeira edição da Feira da Pechincha, Bebê e Gestante, que aconteceu em janeiro, movimentou cerca de R$ 5 milhões. Para a próxima edição, Célio espera um aumento de 10% no faturamento. "Não existe crise nesse comércio, o movimento é sempre intenso, vamos vender mais", prevê.
Osmar Paim, promotor da feira Expo Bebê e Gestante, que também acontece em São Paulo, duas vezes por ano, espera um aumento de 8% nas vendas da próxima edição do evento, que acontece em julho.
"Como será inverno, a mudança de estação será um dos elementos que favorecerão o aumento nas vendas", justifica Paim. "O crescimento nesse segmento é visível, mas vai de acordo com a situação da economia no País", comenta.
A independência da mulher brasileira é, na opinião dele, um dos fatores que mantêm o mercado em alta. "A mulher está cada vez mais independente financeiramente. Portanto, ela não deixa de comprar nada para seu filho", conclui.
Fonte: Diário do comércio e indústria, 18/04/2002
Legislação EspecíficaTorna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
. FEIRA INTERNACIONAL DE BRINQUEDOS - ABRIN
Reúne fabricantes de brinquedos nacionais e estrangeiros, acessórios, enfeites, artigos para festas, artigos natalinos, puericultura e personagens
LOCAL: Expo Center Norte - São Paulo - Brasil.
INFORMAÇÕES: FRANCAL Feiras e Empreendimentos.
Tel.: 0XX11 - 7291.8188 Fax: 0XX11 - 7291.0200
EMPRESAS DO RAMO
. LUIZA TUDO PARA BEBÊ
End.: Rua Rita Joana de Souza, 165 - Campo Belo - SP
Tel.: (0xx11) 240-2091 ou (0xx11) 531-7991
E-mail: luizabebe@osite.com.br
ENTIDADES
. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FABRICANTES DE BRINQUEDOS
End.: Av. Pedroso de Moraes,2219, São Paulo - SP
CEP 05419-001
Tel.: 11 3816.3644 Fax: 11 3031.0226
http://www.abrinq.com.br/
Endereços na Internet:Portal da Yes Baby
http://www.yesbaby.com.br
Site da Empresa Brinquedos Bandeirantes
http://www.brinquedosbandeirante.com.br/principal.htm
Site da Empresa de brinquedos Estrela
http://www.estrela.com.br/
BIBLIOGRAFIA
- Pesquisas Tips - Sebrae - Pequenas Empresas, Grandes Negócios - IPT - Tudo (Folha de S.Paulo) - Negócios (O Estado de S. Paulo) - Empreendedor - Exame SP - Exame - Tudo - Estado de Minas - Marketeer - Google - Wikipédia - Ministério do Trabalho e Desenvolvimento
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