SORVETERIA SELF - SERVICE

Introdução

Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Comércio
Tipo de Negócio: Comércio de Sorvete
Investimento: R$17 a R$50 mil

APRESENTAÇÃO. Os grandes fabricantes de sorvetes estão apostando cada vez mais no seu produto e acreditando na potencialidade do mercado. Dessa forma, vêm deflagrando grandes campanhas que visam mudar o hábito de consumo dos brasileiros, procurando mostrar que, além de gostoso e refrescante, o sorvete é um excelente complemento alimentar. Novas marcas estão surgindo, na esteira do sucesso dos grandes produtores, através de investimentos em segmentos diversificados, com processos de fabricação mais artesanais, criação de novos sabores, etc.

SAZONALIDADE. Apesar do contexto favorável, será fundamental que o empreendedor se organize com profissionalismo e, especialmente, tenha flexibilidade para lidar com a sazonalidade. O maior volume de vendas ocorre de outubro a março, sendo que nos demais meses chega a cair entre 50% e 80%.

LOCALIZAÇÃO. Por conta disso, a localização do negócio e criatividade do empreendedor serão os pontos chave; deve-se investir no sentido de se levar o consumidor a adquirir novos hábitos de consumo, passando a tomar sorvete em qualquer fase do ano.
Sorvete é o produto fortemente associado a verão. Desta forma, se o empreendedor não se estruturar para os meses de inverno, fatalmente irá enfrentar dificuldades. Diversificar os produtos, comercializando sucos, cafés, tortas geladas, doces e salgados pode ser uma alternativa interessante.

MODALIDADE. Uma nova modalidade interessante de comercialização são as sorveterias por quilo. O secular sistema de servir o sorvete vai, aos poucos, dando lugar aos chamados bufês de sorvetes, onde o cliente se serve pelo sistema self-service , escolhendo o sabor do sorvete, o tamanho das bolas e as coberturas, variando conforme sua gula ou seu gosto. A revista Sorveteria Brasileira fez um estudo deste sistema, no Estado do Rio Grande do Sul, estado onde mais se vende sorvete no país e detectou que o sistema self-service tem feito sucesso porque as pessoas têm vontade de mecher no sorvete e sabem que pagarão somente aquilo que a balança marcar, fala que os consumidores vêm se deliciando com a perspectiva de montar a própria taça, copo ou casquinha, definindo com exatidão o quanto almejam de cada sabor e cobertura mas, fala, também, que nem tudo é motivo de glória na onda dos bufês de sorvete, pois existem os clientes tradicionais que resistem à nova moda. O mercado de sorvetes no Brasil ainda é quase inexplorado. O sorvete é uma invenção antiga, dos chineses, que há 3 mil anos já misturavam neve com sucos de frutas para obter um alimento nutritivo, de consistência agradável e paladar saboroso.

INVESTIMENTO. Abrir uma Sorveteria Self-Service significa apostar neste potencial. O investimento, no entanto, deverá ser bem planejado, dando-se especial atenção quanto à escolha da época de abertura da empresa, para aproveitar o pico de consumo e se fazer notar. O investimento depende do tamanho do empreendimento, podendo variar entre R$17 mil a R$50 mil.

ÁREA MÍNIMA. Localizar um ponto em uma área mista (comercial e residencial), associado a um plano de marketing estratégico, pode garantir um movimento considerável, pois, diversifica a clientela. Geralmente, o espaço que o empresário tem para o desenvolvimento de uma sorveteria é pequeno. Pode ser uma área de 15 a 20 m2 de loja ou mesmo um quiosque em um espaço vazio de um shopping. Principalmente por ser pequena, a sorveteria deve ser leve, atrativa e colorida. Deve lembrar tudo o que é lúdico para atrair gente de todas as idades. Os clientes devem ter facilidade de se locomoverem em torno de suas preferências. A ordem e a colocação de sorvetes, copos, pratos e talheres, coberturas, biscoitos e confeitos devem ser claras, com um caminho fácil de ser percorrido, onde se recorre ao que se quer. No final, um caixa para receber, pesar e cobrar do cliente.

EQUIPAMENTOS. Os equipamentos básicos para uma sorveteria self-service são:
- Freezer para armazenagem.
- Balcão self-service com freezer (capacidade em torno de 400 litros);
- Caixa com Máquina registradora;
- Balança Eletrônica com etiquetadora;
- Mesas e cadeiras para clientes;
- Materiais Diversos (Colchas, baldes, porta-pás, colher de sorveteiro, expositores para caldas, biscoitos e confeitos, descartáveis, taças, copos, talheres, etc).

MÃO DE OBRA. O número mínimo é de 3 funcionários, 2 balconistas e 1 caixa.

DIFERENCIAL. Uma sorveteria que apresente uma grande novidade (um sorvete de sabor inusitado, um tipo de casquinha até então desconhecido, caldas diferentes, etc.) poderá despertar a curiosidade do público em geral e, desta forma, ampliar sua clientela, desde que faça um bom trabalho de marketing. Porém, o fator que realmente cativa o consumidor é a boa qualidade do sorvete e isto deve ser exigido dos fornecedores.

CONCORRÊNCIA. Em linhas gerais, a maior concorrência será por parte das padarias e supermercados, que comercializam produtos industrializados, fornecidos por fabricantes de grande porte, que lançam mão de campanhas publicitárias arrojadas, além de estarem constantemente inovando. Porém, o potencial do mercado ainda é pouco explorado, o que garante espaço para todos. No entanto, não se pode levar apenas este aspecto em consideração. Devemos lembrar que, se tal espaço existe, em grande parte é porque o sorvete não está entre os maiores itens de consumo do brasileiro.

DICAS. Atuar neste ramo implica em estruturar-se adequadamente para lidar com a sazonalidade, investir em marketing e trabalhar com marcas de boa aceitação, além de oferecer qualidade, limpeza e bom atendimento. Criatividade e variedade também são fatores que ajudam o empreendedor a ampliar sua fatia no mercado. Atualmente, é possível trabalhar com sorvetes importados de excelente qualidade, que são novidade para o brasileiro. Convém lembrar que o sucesso de qualquer empreendimento não é só resultado da escolha acertada da atividade a ser explorada, mas depende, fundamentalmente, da capacidade gerencial do empreendedor.
Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretaria da Receita Federal;
- Registro na Secretaria da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Solicitação do Alvará da Vigilância Sanitária junto a Secretaria Municipal de Saúde.

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua sorveteria self-service para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização), e também o Alvará de Funcionamento.
Eventos

FIPANTEC – 1º Salão de Financiamento, Tecnologia e Matérias Primas para Sorveterias e Afins
Data: a partir do Mês de Maio.
Local: Mart Center - São Paulo – (SP)

FISPAL – Feira Internacional de Alimentação
Data: a partir do Mês de Junho.
Local: Internacional Trade Mart – São Paulo – (SP)

OBS. A revista SORVETERIA BRASILEIRA é uma importante fonte de informação sobre os mais diversos tipos de fornecedores para sorveterias, abaixo esta o endereço/telefone para contato:
REVISTA SORVETERIA BRASILEIRA
Rua Zaira, 81 – São Paulo – (SP)
01252-060
Tel. (11) 3862 4857 / 3872 6859
Endereços na Internet:

Site da Fábrica de Sorvetes LUIGI
http://www.luigi.com.br

Site de Fornecedor de Máquinas e Equipamentos
http://www.arpifrio.com.br

Site da Fábrica de Sorvetes KIBON
http://www.kibon.com.br

Site de Sorveteria
http://www.palaciodosorvete.com.br
BIBLIOGRAFIA
- Pesquisas Tips - Sebrae - Pequenas Empresas, Grandes Negócios - IPT - Tudo (Folha de S.Paulo) - Negócios (O Estado de S. Paulo) - Empreendedor - Exame SP - Exame - Tudo - Estado de Minas - Marketeer - Google - Wikipédia - Ministério do Trabalho e Desenvolvimento
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